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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

PARTEIRAS DE CAMPANHA


Parteiras


Vocação para cuidar. Assim as parteiras explicam o seu fazer. Vocação para cuidar de outras mulheres em um momento tão importante e delicado do universo feminino: o “ganhar” o filho. Mulheres obstinadas, não deixavam nunca de atender as parturientes, mesmo que para isso tivessem que deixar seus próprios filhos, atravessar enchentes, subir morros no lombo de cavalos, ficar dias na estrada, aprender a conduzir charretes e carros... 

Algumas dessas parteiras estudaram, tiveram um preparo oficial em Escolas de Partos. Outras aprenderam na prática ao acompanhar a avó, a mãe... quando essas saiam para trabalhar. Mesmo com diferenças na constituição do saber, trabalhavam, ora auxiliando, ora substituindo os médicos - dadas as distâncias e a carência destes profissionais. As parteiras eram respeitadas pelo conhecimento que possuíam, cuidavam não só da parturiente como também de toda a sua família. Sua determinação muitas vezes levou à criação de maternidades.

Essas mulheres guardam na memória as imagens de cada mãe ao ter pela primeira vez o filho nos braços. Guardam o choro dos bebês que ajudaram a vir ao mundo, choro que não é de dor e sim de vida. Vida da qual foram um pouco responsáveis. Atualmente, suas atuações são raras nos grandes centros. Contudo, em um país com proporções tão extensas, essas mulheres ainda têm um papel importante.






Anita Engelmann 1928 – Rolante
Parteira “curiosa”
Atuação – Igrejinha e região 
Aos 22 anos, fez o primeiro parto. Sem nunca ter visto uma criança nascer, teve que ajudar a cunhada a dar a luz: “era muito longe para buscar o médico". A partir de então iniciou sua vida profissional. Com o apoio do esposo e dos poucos médicos da região, que viam nela uma aliada, uma vez que não poderiam estar sempre presentes devido às distâncias, começou a estudar sozinha, ganhando e comprando livros e estando sempre atenta às explicações que ouvia de médicos conhecidos.

Devido ao grande número de mulheres que a procuravam, resolveu com recursos próprios e a ajuda da comunidade construir uma maternidade. Em 1982, quando contabilizava mais de 2 mil partos, uma enchente que atingiu a cidade fez com que perdesse seus registros. Nunca concordou com simpatias e outras “crendices”; porém, sua fé em Deus sempre foi inabalável.

“Eu me dedicava. Eu não me importava com a minha vida... muitas vezes eu deixava meus filhos sofrer...”

 Clara Raspolt 1911 – Selsenkirchen, Alemanha
Parteira formada
Enfermeira Obstétrica – Faculdade de Medicina do Paraná, 1934
Atuação – Ijuí e região

Nascida na Alemanha, chegou ao Brasil ainda criança, com 3 anos de idade. Passou por vários municípios até instalar-se em Ijuí. Antes de ingressar no curso superior já realizava partos, tendo aprendido com Ida Hockel, uma das primeiras parteiras do Rio Grande do Sul, reconhecida pelo seu trabalho e dedicação. 

Criou em sua casa uma pequena maternidade, ficando rapidamente conhecida na região. Todos sabiam chegar até o local, que possuía uma placa, onde podia se ler “Clara Raspolt – Parteira Diplomada”.
Sempre deixou claro às mulheres que se não pudesse ajudá-las às levaria ao hospital, para um tratamento médico, o que muitas vezes causava comoção entre a parturiente e sua família, uma vez que, naquele período, o hospital era visto como um lugar para onde só se iria para morrer.

Como outras profissionais, não tinha hora para trabalhar, saindo de casa muitas vezes de madrugada e ficando dias longe da família. Chegou a atender mais de três nascimentos por dia, calculando que em toda a vida profissional realizou mais de 2800 partos.

“Em alguns casos, a parteira não podia ajudar. Era preciso levar ao hospital...”

 Dolores Gonçalves 1924 – Itaqui
Parteira “curiosa”
Atuação – Uruguaiana e região

Iniciou a vida profissional aos 17 anos, quando acompanhava a avó pelo interior de Itaqui. Em Uruguaiana, atendeu muitas pessoas, carregando sempre consigo remédios homeopáticos, que ela chamava de “remédios campeiros”. Também usava como recurso chás e o diálogo com as parturientes, acalmando-as antes de iniciar seu trabalho. Só na família realizou mais de 20 partos.
Não acreditava em simpatias, apenas no seu trabalho, nos remédios que carregava e em Deus.

“Tenho muitos “netos de parto”, crianças que passaram pela minha mão”.
 
 Iara Tavares de Ávila Veiga  1929 – Alegrete
Parteira formada
Enfermeira Obstétrica – Faculdade de Medicina de Porto Alegre, 1952
Atuação – Porto Alegre e região metropolitana 

Depois de concluído o curso fixou residência em Viamão, onde foi por anos referência na cidade. De tão conhecida, tornou-se vereadora, conquistando em sem mandato verbas para a criação de uma enfermaria destinada às parturientes no hospital do município.
Sempre levou em consideração as orientações de seus professores médicos, que alertavam para a necessidade de um acompanhamento à futura mãe, desaconselhando um parto “de última hora”.

Já instalada em Porto Alegre, chegou a abrigar em sua casa mulheres de outras cidades e até de outros países. Uruguaias e Argentinas vinham até ela em busca de atendimento. Aposentou-se com mais de 6 mil partos. Poucos, segundo essa profissional que não tinha férias, que não viu seus próprios filhos crescerem, mas que amou muito seu trabalho.

“Tive muito amor pela minha profissão. Fiz por amor. Se você vai fazer qualquer coisa com amor, faz bem”.
 

 Maria Guilhermina Mayer 1922 – São Martinho da Serra
Parteira “curiosa”
Atuação – Santa Maria e região
 
Fez seu primeiro parto aos 22 anos e a partir de então não parou mais. Atuando na maternidade do Hospital de Caridade de Santa Maria chegou à chefia do setor.

Aprendeu a profissão na prática, recebendo auxílio de alguns médicos, que naquele período eram poucos. Aposentou-se como parteira no Hospital da Brigada Militar, também em Santa Maria. Perdeu a conta do número de partos que realizou, sabendo apenas que foram muitos.
 
"A aula pra mim foi a vida, o mundo, as coisa que se apresentavam... eu tinha que fazer..."



Miguelina Ferreira de Lemos 1902 – Mostardas
Benzedeira e parteira “curiosa”
Atuação – Mostardas e região 
Descendente de escravos, Dona Miguelina, com mais de 100 anos, é a quilombola mais idosa do Estado. Sempre morou em Mostardas, onde atuou como parteira e benzedeira. Aprendeu a fazer partos com a mãe e a benzer ao longo de sua vida. Ficava dias fora de casa, atendendo a quem precisasse, “fosse negro ou branco”. Chás e rezas faziam parte de seu repertório contra todos os males.

“O que era para um, era para todos. Não me interessava a cor”.







segunda-feira, 12 de novembro de 2012

FOTOS DO GILDO











GILDO D EFREITAS


Gildo de Freitas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Gildo de Freitas
Informação geral
Nome completoLeovegildo José de Freitas
Nascimento19 de junho de 1919
OrigemAlegreteRS
País Brasil
Data de morte4 de dezembro de1982 (63 anos)
GênerosMúsica nativista
OcupaçãoCantor
Gildo de Freitas (Porto Alegre19 de junho de 1919[1] — Porto Alegre4 de dezembrode 1982), nome artístico do cantor e compositor brasileiro Leovegildo José de Freitas.
Possuia um estilo muito próximo ao do também tradicionalista Teixeirinha, com quem, apesar de algumas divergências, por vezes fez parcerias e rivalizava em popularidade.
Trabalhou em diversas profissões, mas era a rigor um trovador e cantador popular.
4 de dezembro, data de sua morte, foi instituído como Dia Estadual do Poeta Repentista Gaúcho no Rio Grande do Sul, pela Lei Estadual RS 8.819/89.

Índice

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[editar]Cronologia

  • 1919 - Nasce em Porto Alegre, no bairro Passo D'Areia.[1]
  • 1931 - Gildo foge de casa pela primeira vez, aos 12 anos.
  • 1937 - É tido como desertor, por não ter se apresentado à convocação militar. Envolve-se na primeira briga séria, onde morre um jovem amigo. Primeira prisão. Cria ódio da polícia.
  • 1941 - Casamento com dona Carminha. Passa a ter morada fixa no bairro de Niterói, em Canoasgrande Porto Alegre. Continuam os contratempos com a polícia.
  • 1944 - Nasce o primeiro filho depois de dois perdidos. Gildo começa a viajar bastante e a ser reconhecido como trovador. A polícia mantém-se em cima.
  • 1949 - Trovador com fama ascendente em todo o Rio Grande do Sul, desaparece de casa e reaparece na fronteira gaúcha. Em longa temporada passada no Alegrete, mal consegue caminhar, com problema de paralisia nas pernas.
  • 1950/51 - Em São Borja, conhece Getúlio Vargas e entra em sua campanha política. Param as perseguições policiais. Primeira viagem ao Rio de Janeiro.
  • 1953/54 - Faz fama como trovador nos programas de rádio ao vivo em Porto Alegre. Volta à viver no bairro Passo d'Areia com a família.
  • 1955 - Encontro e identificação como Teixeirinha. Muitas viagens. Mudança para o bairro Passo do Feijó e abertura do primeirobolicho.
  • 1956/60 - Torna-se a maior atração do programa Grande Rodeio Coringa, nos domingos à noite. Mais viagens com Teixeirinha.
  • 1961/62 - Declínio dos programas de rádio ao vivo, televisão começando. Gildo resolve largar de mão a "cantoria" e inventa de criarporcos.
  • 1963 - Viagem a São Paulo para gravar o primeiro disco.
  • 1964 - É lançado o primeiro LP. Em meados do ano é "convidado" a prestar depoimento sobre suas ligações com o trabalhismo.
  • 1965 - Início da célebre disputa com Teixeirinha através dos discos. Jango o convida para viver no Uruguai e ele não aceita.
  • 1970/77 - Várias internações em hospitais, sucesso popular das gravações, muitas viagens. A "briga" com Teixeirinha chega ao auge. Mudança para Viamão.
  • 1978 - Inaugura em Viamão a Churrascaria Gildo de Freitas e dá início aos bailões.
  • 1982 - Grava o último disco, para a mesma gravadora dos outros todos, a Continental.
  • 1982 - Última internação em hospital, últimas aparições públicas em programas de televisão. Morte em 4 de dezembro.

Referências

[editar]Ligações externas

[editar]Fonte

Fonseca, Juarez (1985). Gildo de Freitas: Coleção Esses Gaúchos. Porto Alegre, RS: Editora Tchê.
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TEIXEIRINHA FOTOS














TEIXEIRINHA


Teixeirinha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Teixeirinha
Informação geral
Nome completoVítor Mateus Teixeira
Nascimento3 de março de 1927
OrigemRolante Rio Grande do Sul
País Brasil
Data de morte4 de dezembro de 1985 (58 anos)
GênerosMúsica nativista
InstrumentosViolão
Período em atividade1953-1985
Página oficialwww.teixeirinha.com.br
Estátua em homenagem a Teixeirinha, emPasso Fundo
Vítor Mateus Teixeira, mais conhecido como Teixeirinha, (Rolante3 de março de1927 — Porto Alegre4 de dezembro de 1985) foi um cantor e compositor brasileiro, também conhecido como o "Rei do Disco", pelos recordes de vendas de discos que consegue até hoje, mesmo já falecido.

Índice

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[editar]Biografia

Teixeirinha teve uma infância difícil, especialmente por ter perdido aos sete anos o pai, um carreteiro, e aos nove anos a mãe, em um incêndio. Em 1960, Teixeirinha estoura nas paradas de sucesso com a música "Coração de Luto", que descreve sua triste infância e principalmente a morte trágica de sua mãe. O lançamento de "Coração de Luto" tornou-se sucesso nacional, pois vendeu milhões de cópias e se tornou um dos singles mais vendidos da história da música mundial. "Coração de Luto" chegou a ser regravada por diversos intérpretes, entre eles, a dupla sertaneja Milionário & José Rico, com uma roupagem sertaneja. Em 1961 conheceu em Bagé a cantora Mary Terezinha, que se tornou sua efetiva companheira. Atuou também no cinema, sendo que o filmeCoração de Luto, de 1967, era uma autobiografia. Teixeirinha foi um típico músico da linha mais popular da música gaúcha, tendo-se tornado, em seu tempo, um ícone do estilo. Uma de suas canções mais famosas é "Querência Amada", que em sua introdução possui uma dedicatória ao pai e acabou se tornando um hino informal ao Rio Grande do Sul.
Teixeirinha e Mazzaropi foram os maiores fenômenos populares do cinema sul-americano regional. No caso do cantor gaúcho, seus filmes chegaram a superar 1,5 milhões de espectadores, obtidos apenas nos três estados do sul do país. Eram co-produzidos por distribuidores e exibidores locais, que lhes asseguravam a permanência em cartaz. Sua última produção, "A Filha De Iemanjá" foi distribuída pela Embrafilmecom fracos resultados. Uma análise mais detalhada dos resultados de exibição pode conduzir a uma melhor compreensão da relação regional da distribuição e da exibição. Teixerinha teve um recorde de venda de discos sendo que até 1983,Lançou 70 LPS e vendeu 88 milhões de cópias. Estima-se que até os dias atuais tenha ultrapassado a marca de 120 milhões de cópias em todo o mundo. Teixeirinha teve 7 filhas e 2 filhos, Sirley; Liria Luisa; Victor Filho; Margareth; Elizabeth; Fátima; Márcia Bernadeth; Alexandre e Liane Ledurina. Teixeirinha, um dos maiores músicos brasileiros, morreu no dia 4 de dezembro de 1985, vítima de câncer, e está enterrado no cemitério da Santa Casa em Porto AlegreRio Grande do Sul.

[editar]Discografia

  • 1959 - Teixeirinha interpreta musicas de amigos
  • 1960 - O Gaúcho Coração do Rio Grande
  • 1961 - Assim é nos pampas
  • 1961 - Um gaúcho canta para o Brasil
  • 1962 - O Gaúcho Coração do Rio Grande, volume 4
  • 1963 - Saudades de Passo Fundo
  • 1963 - Êta gaúcho bom
  • 1964 - Teixeirinha Show
  • 1964 - Gaúcho autêntico
  • 1964 - Canarinho cantador
  • 1965 - O rei do disco
  • 1965 - Bate-bate coração
  • 1965 - Disco de ouro
  • 1966 - Teixeirinha no cinema
  • 1967 - Coração de Luto - trilha sonora do filme
  • 1967 - Mocinho aventureiro
  • 1967 - Dorme Angelita
  • 1968 - Doce coração de mãe
  • 1968 - Última tropeada
  • 1969 - O rei
  • 1969 - Volume de prata
  • 1970 - Carícias de amor
  • 1970 - Doce Amor
  • 1971 - Num Fora de série
  • 1971 - Entre a cruz e o amor
  • 1971 - Chimarrão da hospitalidade
  • 1972 - Ela tornou-se freira - trilha sonora do filme
  • 1972 - Minha homenagem
  • 1973 - O Internacional
  • 1973 - Sempre Teixeirinha
  • 1974 - Última Gineteada / Menina que passa
  • 1975 - Pobre João - trilha sonora do filme
  • 1975 - Aliança de ouro
  • 1975 - Lindo Rancho
  • 1977 - Novo Som de Teixeirinha
  • 1977 - Norte a Sul
  • 1977 - Canta meu povo / Fronteira gaúcha
  • 1978 - Amor de verdade / Inseparável violão
  • 1978 - Menina da gaita / O Centro-Oeste brasileiro
  • 1979 - 20 anos de glória
  • 1979 - Menina da Gaita
  • 1980 - Menina Margareth / Vida e morte
  • 1981 - Rio Grande de Outrora / Crime de Amor
  • 1981 - Iemanjá - trilha sonora do filme
  • 1982 - Que droga de vida / Infância frustrada
  • 1982 - Os Reis do Desafio - Dez desafios inéditos - Teixeirinha e Mary Terezinha
  • 1983 - Chegando de longe / Apenas uma flor
  • 1984 - Guerra dos desafios - Teixeirinha e Nalva Aguiar
  • 1984 - Quem é você agora / Amor desfeito
  • 1985 - Amor aos passarinhos
  • 1993 - Milonga da Fronteira [Contendo os grandes sucessos de Teixeirinha](Póstumo)
  • 1994 - Teixeirinha Canta com Amigos (Póstumo)

[editar]Participação Especial

  • 1981 - A Grande Noite da Viola - ao vivo

[editar]Filmografia

[editar]Ligações externas

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O DIA DO GAUCHO


bandeira RS
O lema dos farroupilhas, escrito na bandeira do Rio Grande do Sul :  Liberdade, Igualdade, Humanidade .
O mês de setembro tem uma grande importância para o Rio Grande do Sul. 20 de Setembro é a data máxima do Estado e do nosso povo. Neste dia, em todos os recantos, os gaúchos reverenciam a Revolução Farroupilha – marco da história e da formação política da sociedade rio-grandense – suas causas e ensinamentos.
O Movimento Tradicionalista do Rio Grande do Sul surgiu no ano de 1947, a partir da criação do Departamento Tradicionalista organizado por estudantes da famosa Escola Pública Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, liderado por João Carlos Paixão Cortes.
Em Porto Alegre, neste período, se ergue, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, entre prédios residenciais e públicos, uma espécie de vila, com cerca de 400 barracas e galpões de madeira, denominada “Ronda Crioula”. Completando 61anos, desde 1947 a Ronda Crioula reúne integrantes de CTGs – Centros de Tradições Gaúchas, piquetes e milhares de pessoas, que visitam o local, e celebram a data, ao redor do fogo de chão, com churrasco e chimarrão, poesia, música e dança, relembrando a história e contando causos.
Como ponto máximo, encerrando as comemorações, os desfiles a cavalo ou em charretes reúnem em todo o Estado milhares de gaúchos, trajando as vestimentas típicas – os homens: bombachas, botas, lenços e chapéus de aba larga; as mulheres: vestidos de prenda, rodados e coloridos, e com belas flores nos cabelos.

[BBL]Semana Farroupilha,Dia do Gaúcho,Rio Grande do Sul,prenda,danças tipica,festas,desfile,cavalo,Ronda Crioula,Chimarrão,churras

INDUMENTÁRIA GAUCHA


ndumentária Gaúcha


INTRODUÇÃO

A autêntica cultura do povo e suas expressões estão alicerçadas em tradições, em conhecimentos obtidos pela convivência em grupo, somadas aos elementos históricos e sociológicos. Seus legados e sua tradição, entre eles o seu modo de vestir, são transportados para as gerações seguintes, sujeitos a mudanças próprias de cada época e circunstância.

O homem do Rio Grande do Sul adaptou suas vestimentas baseado nas suas necessidades e no seu tipo de vida. Fica claro que os trajes, no decorrer da história , aceitam os processos de modernização e de transformação que uma cultura possa ter. A cultura é viva e, enquanto viva, ela se modifica. Essas modificações, legaram ao gaúcho além de uma herança, beleza e identidade. Se os costumes são constantemente alterados no decorrer da história, nada mais claro de que os trajes também tenham tido uma modificação, mantendo, no entanto, a sua raiz.

Este trabalho, tem como principal objetivo demonstrar como se deu a evolução da nossa Indumentária Gaúcha. Quando da realização desta pesquisa, me deparei com várias publicações sobre indumentária, de vários autores, como Antônio Augusto Fagundes, Vera Záttera, Paixão Côrtes e Edison Acri, que mostravam visões um pouco diferenciadas.



VESTIMENTA FEMININA

Rogamos às prendas que atentem as virtudes de recato, simplicidade e pudor, que não transformem seus vestidos  em alegorias e fantasias atentatórias ao Movimento e ao termo "prenda"  que com tanto carinho o gaúcho lhe contribuiu.

Existem erros  que uma prenda não pode cometer:


  • usar sapatos modernos

  • os penteados ultra-modernos, tão falsos  quanto  o uso da vincha  com roupas de estilo militar para os homens.

  • os vestidos curtos

  • o decote

  • uso de jóias modernas notadamente o relógio.

  • mas sobre tudo o uso de lenços de pescoço, que tira a graça  da mais delicada e feminina das prendas.

" A função da indumentária  feminina  é servir de moldura e graça e à beleza e não torna-las grotescas ou ridículas.

O vestido da prenda deve ser simples e gracioso, sem exageros de babados e enfeites. As meias brancas, bombachinha branca ate abaixo do joelho, sempre de pano, presa por um elástico e se quiser formando um delicado babadinho abaixo do joelho, sapatilhas pretas com pequena fivela do lado, sem salto a não ser o próprio da sapatilha . A flor ou a fita no cabelo denotam mais graciosidade, a maquiagem deve ser minima.

INDUMENTÁRIA FEMININA ATUAL

O chiripá jamais deve ser usado pelas prendas. Não se pode  estilizar a vestimenta, o que seria ridicularizá-la .

A prenda atual usa vestido liso ou com discretos babados, o comprimento bate no peito do pé, as mangas 3/4, bombachinha, meias brancas, sapatos pretos, fichú branco.

As moças usavam cabelos soltos ou com tranças, com uma flor do lado esquerdo, as senhoras usavam  o cabelo enrolado em coque. Durante  as danças as prendas seguravam levemente o vestido e isso  era feito para que se pisasse em cima dele.

A indumentária gaúcha passou a ser Traje de Honra, sendo divulgado  no Diário Oficial do dia 11 de janeiro de 1989.

VESTIMENTA DO GAÚCHO RIO GRANDENSE

A pilcha do gaúcho, se caracteriza como a mais preciosa vestimenta típica brasileira  por que, simbolizada pela bombacha, é feita de panos das mais variadas espessuras, adaptáveis aos vários  climas  próprios  do país inteiro; a mais popular , porque é usada tanto no campo, como na cidade, em festas e cerimônias; a mais democrática porque é ostentada pelo peão nos ranchos humildes e pelo patrão nos palacetes da cidade; a mais gloriosa porque com ela o gaúcho  escreveu grande parte da História do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Consideramos, resumidamente, peça por peça:

BOTAS: Devem ser simples, de cores preta ou marrom. De fole formado naturalmente. Jamais  porém usar botinhas de cano curto, enfeitadas com fivelas de metal ou outros adereços.

ESPORAS:  Existem vários tipos de esporas, desde a nazarena,  contemporânea do chiripá, e chilenas, de prata ou outro metal, com grandes rosetas ajustadas a "papagaios" (hastes) de vários comprimentos e formas. Na vestimenta atual  do gaúcho  não devem aparecer nazarenas nem as antigas chilenas. Fique claro que estamos falando da pilcha para festas, cerimônias e passeios, entre outras atividades que não envolvam a parte campeira.

BOMBACHA: Seu feitio  é por demais conhecido e seus únicos "enfeites", naturais e discretos, são os tradicionais favos ou ninhos de abelhas, feitas com as pregas das laterais. As cores podem ser claras ou escuras  evite usar bombachas pretas (luto) ou branca. Para  as festas é mais comum o uso de bombachas de tonalidades claras e para o trabalho as de cores mais escuras.

GUAIACA: Cinta larga, variando a largura. De couro curtido,  possuindo bolsa traseira para notas e bolsas menores para moedas e relógio. Pode ser lisa ou lonqueada e as cores devem ser sem aberrações. Com uma ou duas  fivelas de prata ou outro metal.

CAMISA: De uma cor preferencialmente. De mangas compridas  e se quiser com bolso no lado esquerdo. Evite camisas coloridas e listradas ou enxadrezadas.  Aconselha-se camisas brancas ou de cores claras e neutras,  com colarinho e de botões.

COLETE: Comum, usado sobre a camisa,  aberto ou fechado, com ou sem casaco, também de cores neutras.

CASACO: Normal, sem feitios esportes ou modernos, pode ser usado com ou sem colete, também de cores neutras.

LENÇO:  Colorado ou branco são os mais tradicionais e o preto para ocasiões de luto. Deve ser usado sempre dobrado, evite usar lenços esparramados sobre os ombros, atado no pescoço com nós comuns  e discretos como deve ser o gaúcho.

CHAPÉU: De abas largas, ou médias ou também estreitas conforme a região,  de copa baixa ,  num estilo normal; de feltro e cor que mostrem seriedade, sem debrum. Totalmente condenável é o chapéu  preto com debruns em cores contrastantes.

BARBICACHO: De couro liso ou trançado, com borda ou sem ela, porém esta nunca deve ser uma coleção de utensílios campeiros. É usado sobre o queixo abaixo dos lábios ou atirado na nuca conforme a variação do vento ou do trabalho que se estive executando. 

PALA: Vestimenta de verão, leve e refrescante, protegendo a roupa contra a poeira. De seda ou algodão ou de outro tecido não espesso,  em forma quadrangular e franjado nas bordas, sem gola.

PONCHO: Veste de inverno. De pano grosso, encorpado, de forma elíptica com abertura no centro, circundada por gola. Cores escuras quase sempre azul e geralmente forrado de baeta vermelha; sem franjas.

PONCHO-PALA: É confeccionado de tecido espesso, próprio para temperaturas baixas, em forma retangular, com ou sem gola. Ao contrario do poncho, é franjado e tem todas as bordas.

BOINA: Usada na fronteira com bombachas, faixa e alpargatas. "Buenas" para muitos.

FAIXA: Para segurar a bombacha em torno da cintura. De lã e cores pretas, azul e vermelha. Geralmente a guaiaca por cima da faixa. A faixa corrige a postura do gaúcho no cavalo e protege dos rins.

ALPARGATAS: Seu uso é comum na fronteira, é usad